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Archive for maio \25\UTC 2009

Samba de Fato

Aí galera,

Como foi pedido, segue o CD do samba de fato em homenagem ao samba informal do Mauro Duarte. Grande apreciador de butiquins, grande sambista que como poucos tornou a melancolia tão bela.
Baixe aqui ( CD 1 ) ( CD 2 )

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EU TIVE UM SONHO.

Amigos eu tive um sonho. Sonhei que não era julgado pela musica que fazia e sim pela qualidade musical que oferecia. Pois música não pode ter preconceitos, não pode ter rótulos tem que ser simplesmente boa. Os preconceitos tentam ser quebrados a muito tempo e não podemos insistir na burrice de levantar essa bandeira.

Amigos eu tive alguns sonhos. Sonhei com o Rio de Janeiro, com personalidades que levantavam a bandeira do samba de forma magistral. Sonhei com um rapaz branco chamado Noel Rosa. Um poeta que carregava um violão nos braços. Tinha realmente um dom , foi abençoado, mas com a condição de viver apenas 26 anos. Aproveitou cada minuto e deixou uma epopéia para saldar-mos. Sonho incrível.

Amigos eu tive um sonho. Sonhei com figuras sem igual. Alguns poetas, tinha um piano, violão, tambores, flautas, em ambientes diversos e ao mesmo tempo muito parecidos. Do mais humilde ao mais sofisticado. Todos regados ao que parecia a bebida dos Deuses pelo prazer que gerava e sede que despertava nos bebedores. Muitas histórias contadas e muitas pra contar geradas naquele momento.

Sonhei também com um homem muito simples. Negro com os olhos escondidos, mas não pela vergonha e sim pelas marcas trazidas de sua luta. Tinha uma sabedoria contrastante ao seu estereótipo e sua realidade. Este chamavam de Cartola. Trovador, músico, influenciador, um artista que retratou com amor, e não posso usar nenhuma outra palavra, sua vida, suas amantes, sua escola. Desenhou um morro pra morar e ali narrou cantando sua vida até morrer.

Amigos eu tive alguns sonhos. Era tão real, parecia que tinha vivido cada momento, com cada personagem. Eram lindos, mas por fim acordei. Acordei e percebi que muita coisa mudou e que é difícil entender o novo quando o velho é simplesmente perfeito. Acabei me acostumando mal. Serenatas, poesias, tambores, cordas. Sobraram lembranças e saudades de um tempo que existiu somente na minha memória.

Leandro de Araújo Mattos.

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