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Archive for setembro \29\UTC 2009

Portela – Sambas de Terreiro

Já que postaram um cd da Verde e Rosa, vou postar mais um da minha escola querida.
É isso mesmo, postarei um cd gravado pela Velha Guarda em 1972, chamado Minha Portela Querida – Coro de Compositores da Portela.
Com o auxílio luxuoso do cumpadre Gabriel Cavalcante (Alô, Ouvidor!), aí vão as faixas deste disco.
1. Voltei(Wilson Bombeiro / Anézio)Intérprete(s): Anézio / Wilson Bombeiro / Escola de Samba Portela
2. Paz(Ivancué)Intérprete(s): Ivancué / Escola de Samba Portela
3. Conversa Fiada(Joãozinho da Pecadora)Intérprete(s): Escola de Samba Portela / Joãozinho da Pecadora
4. Não Chora Meu Amor(Casquinha)Intérprete(s): Escola de Samba Portela / Casquinha
5. Meu Dinheiro Não Dá(Candeia / Catoni)Intérprete(s): Escola de Samba Portela / Catoni / Candeia
6. Um Certo Dia Para 21(Paulinho da Viola)Intérprete(s): Paulinho da Viola / Escola de Samba Portela
7. Deixa de Zanga(Candeia)Intérprete(s): Candeia / Escola de Samba Portela
8. Ilu Aye (Terra da Vida)(Cabana / Norival Reis)Intérprete(s): Norival Reis / Escola de Samba Portela / Cabana
9. Não Pode Ser Verdade(Alberto Lonato)Intérprete(s): Escola de Samba Portela / Alberto Lonato
10. Amor Sem Raiz(Carlos Elias)Intérprete(s): Carlos Elias / Escola de Samba Portela
11. Em Festa de Rato Não Sobra Queijo(Velha)Intérprete(s): Escola de Samba Portela / Velha da Portela
12. Meu Regresso(Monarco)Intérprete(s): Monarco / Escola de Samba Portela
13. O Que Eu Quero É Sambar(Garoto)
Rafael

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Caros amigos me permitam fugir um pouco (mas nem tanto) da linha que estamos seguindo. O CD que estou postando merece! Quando estudei na Escola Portátil de Música, no início deste ano, comecei a conhecer muito mais sobre Choro e os ritmos afins. Lá, conheci grandes mestres da cena atual do Choro brasileiro, basta acessar o site (http://www.escolaportatil.com.br/) que vocês poderão conhecer um pouco mais do trabalho feito por eles. Na escola, ouvi vários desses mestres falarem – Quem gosta de choro e quer aprender precisa ouvir, e muito, o ‘Vibrações’ do Jacob do Bandolim. – Agora ele está aqui disponível para que seus ouvidos se deliciem.

Que o Jacob foi genial, não é novidade. Mas no ‘Jacob e Épocas de Ouro – Vibrações’, gravado em 1967 pela RCA Camden, o capricho foi especial, considerado por críticos e especialistas a sua principal obra e com certeza um dos melhores instrumentais de todos os tempos. Não podemos deixar de ressaltar o ‘Épocas de Ouro’, conjunto que o acompanhou Jacob por quase toda sua carreira (CONJUNTO, pois Jacob não gostava que pusessem o nome de ‘Regionais’ nos grupos de choro, como era o costume na época), era formado por Dino 7 Cordas, César Faria e Carlos Leite (violões), Jonas Silva (cavaquinho) e Gilberto D’ávilla (pandeiro).

Jacob Pick Bittencourt nasceu no dia 14 de fevereiro de 1918, no Rio de Janeiro. O seu primeiro instrumento foi o violino, presente de sua mãe. O então rapaz não se adaptou, e logo depois ganhou um bandolim. Não teve professor, sempre foi autodidata, no início tentava reproduzir no bandolim melodias de músicas cantaroladas por sua mãe ou por pessoas que passavam na rua em frente a sua janela. Mais tarde o bandolinista viria a se aprofundar nos estudos de teoria musical com a ajuda de Chiquinho do Acordeom. Em carta para Radamés Gnatalli, Jacob confessou: “(…) valeu estudar e ficar dentro de casa o Carnaval de 64, devorando e autopsiando os mínimos detalhes da obra…” (a obra a qual se refere é ‘Retratos’, escrita por Radamés que a dedicou a Jacob. Uma suíte para bandolim, orquestra e conjunto regional).

O instrumentista participava do Conselho de Música Popular do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, e tinha um dos poucos programas especializados em choro e samba no rádio brasileiro. Jacob e seus Discos de Ouro, que ia sempre ao ar por volta das 23h30 na Rádio Nacional. Era também Escrevente Juramentado da Justiça do Rio de Janeiro concursado. Jacob faleceu no dia 13 de agosto de 1969 após o seu terceiro infarto nos braços da sua esposa Adylia, no quintal de casa.

Jacob do Bandolim sempre perseguiu a perfeição nas execuções, criou uma linguagem brasileira para o instrumento, que acabou por fazer parte do seu nome. Como poucos, ele conseguiu com seu instrumento, transparecer sentimentos a tal ponto de não se precisar utilizar uma palavra se quer.

Abraços amigos!

Aproveitem!

Baixe Aqui!

Jacob do Bandolim e Épocas de Ouro – Vibrações (1967)

1 – Vibrações (Jacob Bittencourt)
2 – Receita de Samba (Jacob Bittencourt)
3 – Ingênuo (Benedito Lacerda, Pixinguinha)
4 – Pérolas (Jacob Bittencourt)
5 – Assim mesmo (Luis Americo)
6 – Fidalga (Ernesto Nazareth)
7 – Lamento (Pixinguinha)
8 – Murmurando (Fon)
9 – Cadência (Joventino Maciel)
10 – Floraux (Ernesto Nazareth)
11 – Brajeiro (Ernesto Nazareth)
12 – Vésper (Ernesto Nazareth)

Felipe Barros.

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Fala, Mangueira


Já se falou de Portela e de Estácio por aqui, estava na hora dela e ela chegou. Isso mesmo rapaziada, a Mangueira chegou. E chega com um disco antológico do samba com participação de grandes personagens de sua história. “Fala, mangueira” é o nome do disco que conta com os gênios da música Cartola e Nelson Cavaquinho e o da “raça”, Carlos Cachaça. Além dos mestres, outras intérpretes da Estação Primeira que também entraram para história: Clementina de Jesus e Odete Amaral. Nesta jóia rara tem algumas figurinhas carimbadas como “Exaltação à mangueira”, “Alvorada” e “Quem me vê sorrindo”, mas também é recheado de Potpourris maravilhosos que não tem como parar de escutar.

Pra não ter briga lá no alto do cruzeiro, no meio desse mar de poesia verde e rosa eu quero destacar o Portelense Paulinho da Viola e a música número 5 do CD. “Sei lá, Mangueira”, em parceria com Hermínio Bello de Carvalho, cantada com excelência por Odete Amaral e orquestrada por Marçal na cuíca. Não tem como destacar um verso.

Sei lá, Mangueira!

“Vista assim do alto/Mais parece um céu no chão/Sei lá Em Mangueira a poesia/Feito um mar se alastrou/E a beleza do lugar Pra se entender / Tem que se achar/Que a vida não é só isso que se vê/É um pouco mais/Que os olhos não conseguem perceber/E as mãos não ousam tocar/E os pés recusam pisar
Sei lá, não sei/Sei lá, não sei /Não sei se toda a beleza/De que lhes falo/Sai tão somente do meu coração
Em Mangueira a poesia/Num sobe-desce constante/Anda descalça ensinando/Um modo novo da gente viver/De pensar e sonhar, de sofrer/Sei lá não sei/Sei lá não sei não/A Mangueira é tão grande/Que nem cabe explicação”

Fala, Mangueira. (EMI Odeon; 1968)
1. Potpourri:
* Enquanto Houver a Mangueira (Roberto Roberti/A. Marques Jr.) — Odete Amaral
* Lá em Mangueira (Heitor dos Prazeres/Herivelto Martins) —
Clementina de Jesus
* Mundo de Zinco (Antonio Nássara/Wilson Batista) — Zezinho

2. Potpourri:
* Tempos Idos (Carlos Cachaça/Cartola) — Odete Amaral, Cartola
* Ao Amanhecer (Cartola) — Cartola & coro
* Alvorada no Morro (Carlos Cachaça/Cartola/Hermínio Bello de
Carvalho) — Odete Amaral & coro
* Quem Me Vê Sorrindo (Carlos Cachaça/Cartola) — Odete Amaral
* Alegria (Cartola) — Clementina de Jesus, Zezinho

3. Lacrimário (Carlos Cachaça) — Carlos Cachaça

4. Saudosa Mangueira (Herivelto Martins) — Clementina de Jesus

5. Sei lá, Mangueira (Paulinho da Viola/Hermínio Bello de Carvalho) — Odete
Amaral, com Marçal na cuíca

6. Potpourri:
* Rei Vagabundo (Nelson Cavaquinho/José Ribeiro/Noel Silva) — Nelson
Cavaquinho
* A Mangueira Me Chama (Nelson Cavaquinho/Bernardo de Almeida
Soares/José Ribeiro) — Nelson Cavaquinho
* Sempre Mangueira (Nelson Cavaquinho/Geraldo Queiroz) — Nelson Cavaquinho
* Folhas Caídas (Nelson Cavaquinho/Cesar Brasil) — Odete Amaral
* Eu e as Flores (Nelson Cavaquinho/Jair do Cavaquinho) — Nelson Cavaquinho

7. Potpourri:
* Sabiá de Mangueira (Frazão/Benedito Lacerda) — Clementina de Jesus
* Exaltação á Mangueira (Enéas Brites da Silva/Aloisio Augusto da
Costa) — Zezinho
* Despedida de Mangueira (Benedito Lacerda/Aldo Cabral) — Odete Amaral (coro:
* Clementina, Zezinho/trombone: Nelsinho)

abraços

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Mestre Marçal

Nilton Delfino Marçal. Este é o nome, não somente de um dos maiores mestres de bateria de todos os tempos, mas de um sambista que enriqueceu a nossa música também com a sua voz.

Marçal, é filho de uma geração de bambas que viveram os primórdios do samba. Não só por ter convivido com eles, mas o seu pai era Armando Vieira Marçal (autor de ‘Agora é Cinza’ em parceria com Bide, além de muitos outros clássicos). O Mestre, começou tocando tamborim na escola Recreio de Ramos, depois foi para Unidos da Capela, Império Serrano e Portela, onde ficou por mais de 20 anos. Saiu em 1986 após um desentendimento com a direção da escola. Ainda passou por outras agremiações antes de nos deixar.

Quase uma unanimidade entre os músicos, Mestre Marçal, participou das principais gravações de samba entre os anos 60 e 90. Gravou com Beth Carvalho, tocou Chico Buarque, Alcione e praticamente todos os grandes nomes da MPB. Mas, foi em 1985 que Marçal gravou o primeiro disco cantado por ele (apadrinhado por Chico Buarque), ‘Recompensa’. Dono de uma bela voz e uma incrível divisão rítmica fez grande sucesso também como cantor.

É galera, mas foi no ano seguinte que ele gravou o disco que vou postar. ‘Senti Firmeza’, pela Barclay/Polygram. Samba pra valer meus amigos, é isso ai. Fiquei pensando no que destacar neste disco. Ouvi algumas vezes, mas tive vontade de destacar todas as faixas (rs), tudo é muito bom. Então, decidi pela faixa que acho que pode representar bem o fazemos aqui no blog.

A faixa 3 – Aos novos compositores, samba de Arlindo Cruz, Acyr Marques e Chiquinho Vírgula. Neste samba ele fala sobre sobre a importância de se manter a tradição do samba. É uma critica, principalmente a mídia que impõe um ‘samba’ que na respeita as verdadeiras raízes da nossa música. É também um reconhecimento aos novos compositores que se esforçam para manter a tradição do samba. Destaco esse trecho que gostei muito:

“Ôôô estou querendo criticar pra construir, Pra não deixar quem é do contra criticar, Pra acabar com o argumento de quem diz, Que o samba não frutificou, só tem raiz, Vamos escrever ouvindo a voz do coração…”.

Senti Firmeza:

Contos de areia [Paulo da Portela-Natal-Clara Nunes] (Norival Reis – Dedé)

Canto sublime (Adilson Bispo – Zé Roberto)

Aos novos compositores (Arlindo Cruz – Chiquinho – Acyr Marques)

Não faz assim (Arlindo Cruz – Franco – Luiz Carlos da Vila)

Gamação (Candeia)

Solidão tem cura (Arlindo Cruz – Franco – Sombrinha)

Facho de esperança (Moysés Sant’Anna – Sereno – Julinho)

Nega cascavel (Arlindo Cruz – Franco)

O que houve entre nós (Arlindo Cruz – Sombrinha)

Agora é tarde (Argemiro – Mauro do Cavaco – Cabelo Branco)

Felipe Barros.

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Polêmica.

O famoso duelo entre Noel Rosa e Wilsom Batista começou em 1933 quando Wilsom Batista compôs “Lenço no pescoço” uma exaltação, uma ode a malandragem. No entanto na época em questão, malandro não era sinônimo de safo, de esperto e sim de patife, tratante, o que despertou em Noel, que se sentiu ofendido, a vontade de responder com um novo samba. Samba este chamado “Rapaz Folgado”. Daí em diante os sambas além de resposta foram também inspiração para uma nova provocação. Wilsom Batista logo em seguida fez “Mocinho da vila”. Noel genialmente respondeu com “Feitiço da Vila” (Um samba que exalta a Vila Isabel e o samba, só isso. Cuidado com interpretações erradas.). Estimulado pela discussão e pela repercussão das composições Wilsom fez “Conversa fiada” pra colocar lenha na fogueira. Depois vieram “Palpite infeliz (Noel Rosa), Frankstein da Vila (Wilsom Batista) – música que colocava em pauta a deformidade do rosto de Noel causado pelo uso do fórceps no momento de seu nascimento. A disputa ainda rendeu algumas réplicas como “João Niguém (Noel Rosa) e Terra de Cego (Wilsom Batista). A música que finalizou de vez a discussão foi “Deixa de ser convencida”, música essa que Noel fez usando a mesma melodia de Wilsom Batista em “Terra de Cego”. Há quem diga que a música “João ninguém” não tenha sido feita para Wilsom Batista, e aqui fica a brecha para pesquisa.

Noel morreu em 1937 e alguns anos depois, pra ser mais exato em 1956 a gravadora Odeon fez uma homenagem aos dois grandes compositores responsáveis pelo duelo e responsáveis também por deixar um legado para ser apreciado. Como homenagem lançou um disco chamado “Polêmica” convidando Francisco Egydio e Roberto Paiva, interpretes de sucesso da época, para gravarem o disco.

Trata-se com certeza de um disco histórico, que relembra uma das grandes fases da canção popular.

Leandro Mattos.

Músicas:
01 – Lenço no pescoço (Wilson Batista)
Roberto Paiva
02 – Rapaz folgado (Noel Rosa)
Francisco Egydio
03 – Mocinho da Vila (Wilson Batista)
Roberto Paiva
04 – Palpite infeliz (Noel Rosa)
Francisco Egydio
05 – Frankstein da Vila (Wilson Batista)
Roberto Paiva
06 – Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico)
Francisco Egydio
07 – Conversa fiada (Wilson Batista)
Roberto Paiva
08 – João ninguém (Noel Rosa)
Francisco Egydio
09 – Terra de cego(Wilson Batista)
Roberto Paiva

Polêmica Noel Rosa x Wilsom Batista (1956)
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Elton Medeiros – Bem que mereci


Galera,

Estava tentado aproveitar a onda para postar um CD do Jacob aqui ( Ao Jacob, seus bandolins), mas não consegui baixar a parte que não tenho, pois o link também veio quebrado. Fica a dívida!
Fiz o twitter do blog, http://www.twitter.com/rato_cinza . Vou postar links que cabem melhor lá do que aqui. Vídeos, matérias etc e tal.

Estou partindo pra Silva Jardim pra apreciar aqueles vinis com o parceiro Leandrinho, espero voltar com novidades pra nós. Se ficamos malucos naquela época, imagina hoje.

Esse é o último CD do Elton com música inéditas dele e de outros compositores , Bem que mereci, nome escolhido por ele por seu maior parceiro Paulinho, que também o tem como maior parceiro.

Aqui no site da Biscoito Fino tem boas infomações sobre quem tem a mão aí!

Ele merece, nós também.

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