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Archive for janeiro \21\UTC 2010

Último Desejo – Noel Rosa

Bela interpretação do Marcos Sacramento, no CD Na Cabeça, lançado ano passado.

Informações sobre os músicos:

Músicos em todas as faixas

Voz: Marcos Sacramento

Violão 6 cordas: Luiz Flávio Alcofra lado esquerdo
Violão 7 cordas: Rogério Caetano* centro
Violão 6 cordas: Zé Paulo Becker lado direito

Viva Noel!

Último Desejo – Noel Rosa  by  ratocinza

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Como é bom descobrir coisas lindas!


Isso meus amigos, a cada dia de busca tenho mais certeza de que temos muito mais para descobrir sobre a nossa música e nossa cultura. Este disco foi uma cortesia de um grande amigo, Alfredo Alves, percussionista de mãos, pés e tudo mais que possa batucar cheios. Faz samba com a galera de Niterói do Tio Samba, também já há alguns anos com o Sereno da Madrugada, além de diversas participações com grandes músicos do samba carioca (meu amigo Difré, me perdoe caso as informações estejam falhas).

Mas é assim, procurando aqui, perguntando ali, fuxicando lá que a gente acaba se deliciando em descobrir coisas lindas que não conhecemos ainda. Já tinha ouvido falar de Gloria Bonfim e da sua história muito superficialmente. Então nesse reveillon, além de ter sido ótimo, ganhei alguns presentes e o disco da Gloria foi um deles. Primeiro ouvi o disco, antes de pesquisar sua história mais a fundo, e logo de cara fiquei maravilhado com o suingue, o batuque, a voz potente e enraizada muito próxima aos cantos africanos. São 21h24 exatamente, estou escrevendo e escutando talvez pela quinta ou sexta vez o disco hoje. Talvez seja um exagero meu, mas sempre fico empolgado quando ouço coisas boas.

Pois então amigos, a Yalorixá Gloria Bonfim é uma baiana de Areal, pequeno povoado no interior da terra de todos os santos. Veio para o Rio de Janeiro com a cara e a coragem aos 14 anos para trabalhar como doméstica. Cantora desde menina, Glória impressionou seu patrão que acabou lhe presenteando com um repertório de quatorze músicas inéditas, todas em homenagem aos Orixás. Seu patrão é nada mais nada menos que Paulo César Pinheiro, um dos maiores letristas da música popular brasileira. O mais impressionante é que a baiana é fã desde menina, e trabalhou na casa do compositor durante 4 anos sem saber quem era.

Mas prefiro colocar alguns trechos do depoimento da Luciana Rabello, disponível no MySpace da cantora para que você entendam um pouco melhor quem é Gloria Bonfim.

“Seu canto primitivo, forte, verdadeiro, despretensioso e absolutamente intuitivo é um diamante bruto que representa, de forma emocionada, a cultura dos terreiros de candomblé, trazida pelos negros africanos e mantida aqui pelos mestiços brasileiros. (…) Trabalhou de doméstica e, dez anos depois, veio parar em minha casa. Meu filho Julião – que também estréia como violonista nesse disco – tinha apenas dois meses. Glória trabalhava sempre cantando. Desde a primeira vez que a ouvi, já senti o que estava ali. Voz rascante e afinada, com volume impressionante, precisão rítmica admirável. E tinha cultura, ancestralidade. O repertório era irretocável. Comecei a reparar também que Paulo César Pinheiro, o dono da casa, era o compositor mais constante, com diversos parceiros: Mauro Duarte, João Nogueira, Eduardo Gudin e, naturalmente, João de Aquino. Um dia daqueles, ainda sem conhecer sua história, passei pela cozinha enquanto ela cantava Viagem, e brincando, insinuei que ela estaria puxando o saco do patrão. Ela se assustou, me pegou pelo braço e me fez sentar pra explicar. Eu falei que aquela música era do Paulinho, ora! Com os olhos cheios dágua, ela me disse não acreditar que alguém inventasse música e, menos ainda, que estivesse trabalhando na casa do criador daquela, que a acompanhava desde criança. Eram dois fenômenos: Glória achava que músicas não eram feitas, mas que apenas existiam como as cantigas de santo do candomblé. E não imaginava, absolutamente, que estava há quatro anos convivendo com o autor da sua maior lembrança! Claro que esse trabalho que apresento era inevitável. E vocês vão concordar!”

O disco conta com a participação de Luciana Rabello, Pedro Amorim, Mauricio Carrilho, João Lyra e outros craques da música brasileira. Meus amigos são quatorze sambas inéditos de Paulo César Pinheiro! Não vou destacar nada porque o disco é todo bom! Aproveitem!

Obs.: A extensão dos arquivos é (.m4a), roda no media player mas provavelmente será preciso usar a opção: “Qualquer Arquivo (*)” quando for abrir.

Felipe Barros.

Baixe Aqui!

Faixas:

01 – Santo e Orixá
02 – Ogum Menino
03 – Bambueiro
04 – Encenteria
05 – Anel de Aço
06 – Cavalo de Santo
07 – Gameleira Branca
08 – O Mais Velho
09 – Casca de Côco
10 – A Palma da Palmeira
11 – Senhor da Justiça
12 – Sultão do Mato
13 – Caboclo Guaracy
14 – A volta do Malês

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