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Archive for agosto \27\UTC 2010

Vou aproveitar a mudança de prosa do rato Léo, pra postar um poema belíssimo chamado Revelação. O poema revela a criação da poesia pelos olhos e mãos do próprio Paulo Cesar Pinheiro. Obra prima.
E pra dar a emoção que o poema merece, estou anexando o audio do CD “Poemas escolhidos”, onde o poema é recitado pelo próprio autor.

Revelação.

Quando o sol nasce eu já vibro, e antes que o dia desponte,
num ponto de luz me equilibro sobre o cordão do horizonte,
subo na crina do vento, salto no alto do monte.
Tudo que é verso que invento, vem como a água da fonte,
Desce de mim como um rio, passa por baixo da ponte,
do coração que vazio fica esperando defronte.

O verso que escrevo sai limpo, pedra de brilho bonito,
que paciente eu garimpo no coração do infinito.
Verso de luz, verso ameno, verso de dor, verso aflito,
escrito alguns com sereno, com sangue os outros escritos,
uns como a pluma da ave, outros tal como o granito,
ambos se encontram na clave, e os canto tal como os recito.

Por isso é que eu vibro na hora que o dia amanhece e o sol raia,
e vibro se o sol vai se embora, e a lua passeia na praia,
que a dama de luz elabora , com as lágrimas da samambaia,
na toalha azul, noite à fora,bordados de estrela e cambraia.
E após consolar a quem chora,e antes que a noite se esvaia,
a lua nos braços da aurora, em paz se abandona e desmaia.

E o ciclo de luz continua, debaixo da minha janela,
da dama que a noite anda nua e do cavaleiro que à vela,
e eu fascinado com o tempo, contemplo a vida na terra, que bela!
E ergo em meu peito meu templo que aceso de luz paralela,
revela-me como Deus cria: do barro, do sopro, costela.
Eu nunca compus poesia, porque sou composto por ela.

Paulo César Pinheiro

Abraços.

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Fala, Rapaziada.

Vou mudar um pouquinho do rumo da prosa com um poema inédito do Paulo César Pinheiro. No tema, uma virtude que constrói muitas das belas músicas que apreciamos: a parceria.

Parceria

Parceria é um casamento, mas que dura…
Porque na parceria não há jura,
Não há promessa de fidelidade.
Se, em plena criação, alguém lhe trai
Você diz ao parceiro, e você vai
E volta a ele quando dá saudade

Porque ele também não magoa
Pois sempre sai alguma coisa boa
Quando na música se prevarica;
Um samba, uma modinha, uma toada…
Depende muito de cada transada,
Mas se é bem dada é uma canção que fica.

Parceria é um casamento que não cansa
Porque não contrato nem cobrança.
Ciúme tem… mas isso é passageiro.
Quem é traído muitas vezes reage
Propondo aos dois fazer uma ménage
No instrumento do próprio parceiro.

Mas, brincadeira a parte, a parceria
É uma amizade uqe se faz um dia
E que não rompe por qualquer besteira.
É o desejo ardente da Poesia
Que vai pra cama como a Melodia
Deixando frutos pela vida inteira.

Aquele abraço

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Alô rataria, to de volta nas postagens. Desta vez trago uma obra prima do Chico Buarque em homenagem ao grande João Nogueira.
Dono de uma bela voz e uma divisão imcomparável, João atendeu o chamado do menino Deus no dia 06 de junho de 2000 vítima de um enfarte. Lá se foram 10 anos!

Segue a letra:

Como é que sai o Clube sem seu bamba?
Quem é que vai puxar o samba?
Riscando no chão sua pemba de fé quem é
Vem a meio pau nossa bandeira
Solução, Méier, Madureira
E aquela mesa do Alcazar
Sei, foi bambear no infinito
E hoje o céu é mais bonito
Existe uma estrela gingando por lá
Quem é…
Quem tocou na alma brasileira
Como quem toca a companheira
Pele com pele até sangrar
Pôs samba jorrando por todos os poros
De bantos, de lusos, bororos
Pra denunciar ou sonhar
Quem é esse malandro de primeira
Com sobrenome de madeira
E labareda no olhar
João, o bloco sai queira ou não queira
E a gente toma a saideira
Depois que a saudade desfilar
Só vem quem tem força e canta
E solta esse nó na garganta
Em prantos que a sua lembrança traz
Cantando essa dor se estanca sim
Uma luz se agiganta
E ajuda a gente a viver em paz

Abraços,

Rafael

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Mestres,

Tenho que deixar um pouco de minha história por aqui também, essas músicas são parte de uma polêmica gerada por meu avô com o Ataulfo.. Tenho a entrevista em uma fita K7 do Mirabeau e Carmen Costa e vou tentar reproduzir alguns fragmentos da entrevista do Programa “Arquivo Sonoro”.

Entrevistador: Mirabeau, que relação tem a música Pois é com você? (1ª Música do post)
Mirabeau: Assim, é a do Mestre Ataulfo né? (risos) Eu gostei tanto desse samba que fiz outro em resposta.

Você anda dizendo que a intriga… (2ª Música do Post)

Entrevistador: E o que o Ataulfo lhe respondeu?
Mirabeau: Ele me respondeu assim…

Eu nada lhe perguntei… (3ª Música do Post)

Carmen Costa: Aí o Mirabeau respondeu..

Arria a trouxa no chão e conte o caso direito… (4ª Música do Post)

Entrevistador: E o Ataulfo, o que foi que ele disse?
Mirabeau: Ele disse que a sua senhora brigava com o mesmo, pois achava que a morena era a Carmen Costa, mas não era nada disso não..

Mirabeau conta uma história em que estava num bar com um amigo chamado Paulo Roberto e o Ataulfo apareceu, dizendo a ele que se fizesse outro samba com a morena dele, rolaria uma briga.
Foi então que o saudoso Paulo Roberto inventou que o Mirabeau tinha uma música esclarecendo a história da morena.

A resposta do Mirabeau que finaliza a história não tem nesse arquivo mas escreverei até a parte final da entrevista.

Quando eu disse num samba
que a morena era eu.
Foi brincadeira, foi
foi brincadeira.

Minha senhora,
acredite no que eu digo,
na realidade,
somos três grandes amigos.

É bem notório
que tenhamos seu valor,
Mestre Ataulfo
*Mirabeau interrompendo a canção: Aí ele gostou, o chamei de mestre e foi a 1ª vez que ele apertou a minha mão…)
e seu aluno Mirabeau
E a senhora fica assim dessa maneira
estás vendo ao certo,
que foi tudo brincadeira.

Felipe Pinheiro

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Malandros Maneiros

Escutei a primeira vez esse samba com o pessoal do Projeo Visconde à Marechal. Projeto que chegou com força em Niterói e merece atenção. Samba com a cara do povo, feito pro povo. Parabéns a galera pelo desenvolvimento do projeto.

Música de Nei Lopes e Zé Luiz do Império.

Esse samba presta uma homenagem aos Bicheiros (relacionado ao jogo do bicho).
Segue um trecho:

“Hoje vamos prestar nossa homenagem
A que toda malandragem
Homenageia e respeita também
Aqueles que portando uma caneta,
Um bloco e uma folha preta.
Escreveram a sorte ou o azar de alguém.
São eles velhos malandros maneiros
Que têm São Jorge guerreiro como fiel protetor,
Mas ganhou leva,ganhou leva,
Só vale o que está escrito
Lá não se leva no grito
Quem quis levar não prestou”

Letra na integra: http://letras.terra.com.br/roberto-ribeiro/887638/

Abraços.

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Um brinde aos amigos.

Aproveitando os aniversário recentes dos grandes amigos, Léo Brito, Felipe Piko e do companheiro Fernandin, vou deixar uma homenagem a estes citados acima e também a galera que faz parte do grupo rato cinza.

UM BRINDE AOS AMIGOS

Acho que nunca havia feito um texto sobre a amizade por saber que por mais belo que este fosse nunca alcançaria de fato a real magnitude e a beleza das amizades que tenho. Então já me desculpo, por insistir nessa missão improvável, no entanto a cada dia, novas histórias surgem e proporcionalmente aumenta minha vontade de agradecer a cada um de vocês por isso.

“Amigos se reconhecem.” Reconhecer e cativar um amigo são idéias importantes, mas creio que a grande questão, ou melhor, o grande desafio seja a manutenção dessa amizade ao longo do tempo.

Brindei por sorte e recebi presentes. Presentes que tento cuidar com muito carinho. Amigo não é sinônimo do sim, não é sinônimo de completa convergência. E por isso nem sempre posso dizer que está certo, que vai ser do seu jeito, e nem espero que me digam, pois apesar de ser inimigo do “não” como um pai cuidadoso com os olhos nos filhos, zelo por meus presentes e espero que zelem por mim.

As histórias formariam vários e vários livros, mas ainda são poucas para um coração apaixonado. Apaixonado sim, pois só esse sentimento explicaria o poder de influência em inúmeras decisões, que cedo aos companheiros “de copo e de cruz” como disse um rato. Sigo coerente até o chamado de um amigo e a partir daí a emoção aflora e razão brinca de se esconder.

Penso que ao conviver muito com outras pessoas deixamos que elas se aproximem e por conseqüência começam a fazer parte de nossas vidas, e daí então adquirem o poder de modificá-la. Muitas coisas vivemos e em muitas coisas mudamos. Aprendemos a lidar com muitas situações e com outras precisamos de mais tempo. Somos jovens, temos tempo de errar e de pedir perdão, mas o fundamental é que sabemos perdoar. Sabemos que cada um tem um jeito de lidar com diferentes situações e queremos ajudar.

Quero agradecer a cada um de vocês por todas as histórias, todos os “não” ditos, todos os “esporros” e claro por toda alegria que compartilharam comigo. Como um filme, ao escrever esse texto, várias foram as histórias que passaram em minha cabeça. Pensei nos que estavam longe nos que estavam perto e cheguei a conclusão de que todos temos muitas coisas em comum e uma delas é que sabemos ser amigos em todas as horas. Que a nossa emoção sobreviva companheiros.

Leandro Mattos.

Parabéns Léo, Mestre Piko e comp. Fernandinho. Saúde, samba e suce$$o companheiros.

Abraços.

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Feital e Altay Veloso


Galera, primeira vez que to postando no wordpress, por isso, to chegando devagar com apenas uma música. Estava vendo os posts aqui falando em Paulo Cesar, e esse nome interessante me fez Lembrar uma parceria de um Paulo Cesar, o Feital, com o Altay Veloso. Daí decidir postar esse bolero, muito bem cantado por sinal pela Nana. A música ta meia quebrada no final, mas só no finalzinho mesmo. O CD EM QUE FOI GRAVADO É O RESPOSTA AO TEMPO(1998), que ganhou esse nome graças a um clássico do Aldir Blanc em parceria com o Cristovão Bastos. Abraços [ ]

Na melodia de um bolero,
Foi que eu esqueci de mim
Teus olhos cheios de ternura
E um vestido de organdi

Quisera nunca te beijar
Pois em teus lábios me perdi
E agora o que fazer
Não da mais pra viver,
Sem ti.

Te procurei nas melodias de um piano
Nas aventuras de um voraz amor cigano
Meu coração tornou-se um monge de metano
E nem assim tive silencio pra dormir
É impossível te esquecer
Por isso é que eu voltei aqui
Pra me entregar,
Novamente me perder
De mim…
Por isso é que eu voltei aqui
Pra me entregar,
Novamente me perder
De mim…

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