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Archive for dezembro \29\UTC 2010

Novas vozes da MPB

Vou chegando devagar no boteco dos Ratos. Já na entrada avisto a mesa dos amigos. Na roda só tem bamba e cada um apresenta o que está na sua vitrola. Uma gelada faz a gente saborear melhor o samba. Hoje o que está na minha vitrola é Karla da Silva. A Karlinha que conheci há uns anos atrás no Villa-Lobos quando ela, ainda tímida, tocava violino. O tempo passou e a vida nos colocou frente a frente de novo. Karlinha virou Karla da Silva, divina cantora de uma nova geração carioca. Super talentosa. Na minha virtola hoje amigos está tocando Karla da Silva. Saboreiem!!!

Beijos Carol

Release:

Karla da Silva, jovem cantora do Rio de Janeiro teve seu início de carreira em 2007 nas já tradicionais “casas da Lapa”. Desde então ela vem construindo um público sólido graças a sua entrega ao palco, sua paixão pela música e é claro, pela sua belíssima voz. Com seu timbre doce e ao mesmo tempo com muita força Karla conquista a todos que a escutam.
Nascida e criada no subúrbio carioca, iniciou seu contato com a música desde criança nas rodas de violão de seu quintal.
Em seu primeiro trabalho fonográfico, intitulado “Festejo e Fé”, Karla nos apresenta um universo grandioso de sentidos advindos principalmente de nossa “brasilidade”, pois “Festejo e Fé” é exatamente isso, representa a própria cultura do brasileiro, muito fincada em grandes festejos, quase sempre advindos de manifestações calcadas na fé. No show apresenta as canções inéditas do disco, costuradas por obras do cancioneiro popular conhecidas pelo grande público, que permeiam o campo semântico do disco e do show, formando uma grande festa de brasilidade onde há presença do Samba, do Maracatu, do Ijexá, da Ciranda e dos tambores afro-brasileiros.
E mais que isso, Karla da Silva nos fala de esperança! Esperança do barraco que balança, mas não tomba de “Fubá” partido bem carioca de autoria de Raphael Gemal e Isaac Chuenke. Esperança com toda a força de quem se sente “apenas” uma gota no mar, tema do samba “Nas águas do mar” de Pedro Ivo, jovem compositor, estudante de música da UniRio, fato esse que não é exceção neste trabalho pois Karla desde o início de sua carreira valoriza, e muito, a sua geração, tanto no que diz respeito aos compositores quanto aos músicos acompanhantes ou mesmo sua equipe técnica, o lema é: “Vamos crescer juntos!”.
É um show delicado e forte, vivo e emocionante, daqueles que fala direto ao coração, um espetáculo para o público, pra que este também conheça a nova geração de compositores que está surgindo e que foram carinhosamente gravados no disco. Além de tudo isso é também um convite para dançar junto, celebrar e se emocionar, pois como bem diz a canção homônima de Fred Demarca e Marcelo Fedrá:
“Festa não tem hora pra acabar, reza pra vida durar o que puder!”

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Noel Rosa – 100 anos

Em 11 de dezembro de 1910 estreou no mundo Noel de Medeiros Rosa. Esse ano, de 2010, comemoraríamos seus 100 anos, no entanto o poeta da vila escreveu sua vida intensamente em apenas 26 primaveras. Morreu no dia 04 de maio de 1937, antes mesmo de completar seu último ano de vida.

Noel Rosa se tornou sinônimo de boemia, de poesia, de samba e de genialidade. Sou fã passional sem vergonha, assumido.

Noel Rosa transformou o samba de morro em samba de asfalto e samba de asfalto em samba de morro. Minimizou os pré-conceitos da época com suas músicas e suas atitudes. Foi intenso em tudo que viveu e por isso o perdemos cedo demais. Mas essa intensidade também deixou um legado, uma herança gigante pra cada apreciador da boa música brasileira e principalmente muita saudade. Pra mim, saudade de um tempo não vivido, mas que me transporto a cada canção que ouço.

Sendo assim, pela saudade e sentimento de luto vou postar a música “Silêncio de um minuto” de Noel Rosa, interpretada pela Roberta Sá no disco “Uma noite com Noel Rosa” gravado em 2007, ano que fazia 70 anos desde a sua morte.

Silêncio de um minuto – Noel Rosa

Não te vejo e não te escuto
O meu samba está de luto
Eu peço o silêncio de um minuto
Homenagem a história
De um amor cheio de glória
Que me pesa na memória
Nosso amor cheio de glória
De prazer e de ilusão
Foi vencido e a vitória
Cabe à tua ingratidão
Tu cavaste a minha dor
Com a pá do fingimento
E cobriste o nosso amor
Com a cal do esquecimento
Teu silêncio absoluto
Obrigou-me a confessar
Que o meu samba está de luto
Meu violão vai soluçar
Luto preto é vaidade
Neste funeral de amor
O meu luto é saudade
E saudade não tem cor

Abraços, Leandro Mattos.

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Panos e planos.

Postando essa música o pensamento viajou lá pra Alemanha. Afinal de contas, ouvi essa música no “até breve” do nosso Mestre Piko. O companheiro Bruno Cunha, músico de mão cheia, que esta rodando por aí com a Teresa Cristina, me apresentou no último samba que fomos com a presença do mestre ainda em terras verde e amarela.

Piko querido, estamos juntos. Qualquer coisa é só gritar, ou então mandar um e-mail..rsrsrs. Aproveite a Alemanha.

Enfim, Panos e Planos, música de Luis Carlos Máximo (mais um compositor de mão cheia) e Moyseis Marques. Tá no Cd do Moyseis, “Frases do Coração”.

Ganhei naquela parada, nega
E já comprei uma casinha branca
Cozinha ladrilhada
Tem samambaia e rede na varanda
Um extenso lajeado
Pra se curtir nos domingos de sol
Com churrasquinho e futebol
Espaço “pras” crianças
Na vizinhança canta um rouxinol
Traz um caixote “pros” livros
E “pro” jogo de jantar
Faz um feijão “pros” amigos
Bota um choro “pra” tocar
Traz nossos panos e planos
Pinga pro santo que hoje eu vou casar
Estabiliza as contas neguinha
Economiza e compra a blusinha
A branca de rendinha
Do balcão da Terezinha
Pode encomendar
E vai calçando os meninos
Brincadeira em Paquetá
Passando por Madureira
Trago uns mimos “pra” lhe dar
Tô com mamãe na Mangueira
Dessa maneira hoje eu não vou chegar
E num sopapo eu volto “pra escola”
Vou aprender cavaco e viola
E chega de demanda
O novo tema do meu samba
É muito amor pra dar.
Ganhei naquela parada, nega…

Abraços.
Leandro Mattos.

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30 anos sem Cartola

Companheiros, no último sábado completamos dois anos de Rato Cinza. Com o pouco de atraso, venho aqui agradecer à todos pelas colaborações ao longo destes dois anos.

Leandrinho, Rafa, Vitor, Cramulha, Carol, Renan, Menguele e Piko, vocês são os responsáveis pela pluralidade deste ser.

Exatamente hoje, também se completam 30 anos sem o mestre Cartola, que nenhum de nós viu, mas que faz uma falta danada para a nossa música. Ainda bem que o mestre Angenor deixou um grande legado pra ser apreciado durante um bom tempo…

Para isso, nada melhor do que um samba daqueles do mestre, não tão conhecido, mas que está a altura do grande lirismo da sua obra. Festa da vinda, do famoso e maravilhoso CD “Cartola, os dois primeiros”.

Festa Da Vinda
Cartola/Nuno Veloso

Eu e meu violão
Vamos rogando em vão
O seu regresso
Se soubesses como choro
E como peço
Para que nosso fracasso
Se transforme em progresso
Apesar de todo erro
Espero ainda
Que a festa do adeus
Seja a festa da vinda
Já perdi tantos amores
Não notei diferença
Pensei que passavam séculos
Sem a sua presença
Misturada entre as pedras preciosas
do mundo
Com um simples olhar
A você não confundo

Grande abraço,
Léo Brito

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