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Archive for março \24\UTC 2011

Pendurei as chuteiras

Vou trazer agora um samba de Claudinho Guimarães, Evandro Lima e Serginho Meriti. O nome do samba é Pendurei as Chuteiras e se encontra no CD Luz do Criador de Claudinho Guimarães.

Pendurei as Chuteiras
(Claudinho Guimarães, Evandro Lima e Serginho Meriti)

Já guardei meu Boné
Joguei a toalha
Pendurei as chuteiras
Chega de bandalha
eu já fui da navalha
Linho S-120
Chapéu de palha
Malandro de alto requinte
Mas parei com tudo
Cigarro e Canudo
Em roda de malandro
Hoje eu entro calado e saio mudo

Limo na rocha
Agua turva no bueiro
Cabra de uma só cabrocha
galo de um só terreiro

Mas eu tenho saudade
Daquele tempo de outrora
Em que eu tomava uma brasa
E pra voltar pra casa eu não tinha hora

Abraços,
Victor Cardozo

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As escolas do Sambódromo

Vi muitos amantes do samba indignados com a vitória do rei da nossa música em cima do Nelson Cavaquinho. Sinceramente, acho que as escolas que desfilam na avenida hoje têm muito mais a ver com o motorista do calhambeque do que com o violonista de dois dedos da mangueira.

As escolas, que não ensinam mais samba, precisam de um motor embalado pra atender as necessidades desse carnaval, fator que não combina e não exprime a essência, o fundamento e a cadência do samba – porque é preciso correr na avenida para que o tempo fique certo (Plim Plim). O nosso pop rei ganhando samba representa bem o cenário em que vivemos na música brasileira, onde ritmos, gêneros e seja lá o que for parecem tudo uma coisa só.

O reinado e rei podem até entender de apuração, mas nunca vão saber de samba no pé, que se constrói na rua, no botequim, na noite, na escola do samba que não é transmitida, na nossa cultura que agoniza, mas não morre. Aos sambistas que construíram essa história, resta a lembrança dos amantes do verdadeiro samba, porque os amantes da grana não vão deixar essa cadência cair.

Nelson, fique tranquilo, porque em mangueira, todos choram!

Abs,
Léo Brito

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Dama da noite

Um pouquinho de João pra curar a ressaca. Linda homenagem à madrugada, dele com o Tapajós.

Dama da noite
(João Nogueira e Maurício Tapajós)

À noite a cidade é mais bonita
O maior pintor tenta e não imita
E até o poeta que vive na noite
Falando das coisas mais lindas
Falou que falou e ainda não se explica
Que à noite a cidade é mais caprichosa
A rua com a lua é bem mais formosa
O bar doce lar dos boêmios
Aonde os amores são gêmeos
Refúgio de quem quer viver na noite
À noite a cidade é mais bonita
O maior pintor tenta e não imita
E até o poeta que vive na noite
Falando das coisas mais lindas
Falou que falou e ainda não se explica
Que à noite a cidade é misteriosa
É dama de negro cheirando à rosa
De briga, de ódio ou de tédio
De amor, de veneno ou remédio
Eu juro que eu quero morrer na noite

Abs,
Brito

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Madrugada

Madrugada,
Mais uma vez me pegou.
Sem jeito na cama
Talvez pela falta de brahma.

Coisa de gente anormal.

Talvez com duas na geladeira,
Dormiria a noite inteira.

Sono de gente normal.

Ultimamente eu tava nessa,
Acordava as seis da matina, dormia com sono à bessa.

Hoje estou naquela, sem sono na hora exata
Mas com a cabeça arejada.

Não sei se a vida normal é inadequada,
Ou a louca santa.
Se preciso ser mais loucos nas horas certas,
E mais normal nas insanas.

Se o sono vier ou não,
Amanhã mais questões vem comigo,
Pra saber se é melhor ser certo,
Ou se de uma vez piro.

Léo Brito

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