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Dama da noite

Um pouquinho de João pra curar a ressaca. Linda homenagem à madrugada, dele com o Tapajós.

Dama da noite
(João Nogueira e Maurício Tapajós)

À noite a cidade é mais bonita
O maior pintor tenta e não imita
E até o poeta que vive na noite
Falando das coisas mais lindas
Falou que falou e ainda não se explica
Que à noite a cidade é mais caprichosa
A rua com a lua é bem mais formosa
O bar doce lar dos boêmios
Aonde os amores são gêmeos
Refúgio de quem quer viver na noite
À noite a cidade é mais bonita
O maior pintor tenta e não imita
E até o poeta que vive na noite
Falando das coisas mais lindas
Falou que falou e ainda não se explica
Que à noite a cidade é misteriosa
É dama de negro cheirando à rosa
De briga, de ódio ou de tédio
De amor, de veneno ou remédio
Eu juro que eu quero morrer na noite

Abs,
Brito

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Madrugada

Madrugada,
Mais uma vez me pegou.
Sem jeito na cama
Talvez pela falta de brahma.

Coisa de gente anormal.

Talvez com duas na geladeira,
Dormiria a noite inteira.

Sono de gente normal.

Ultimamente eu tava nessa,
Acordava as seis da matina, dormia com sono à bessa.

Hoje estou naquela, sem sono na hora exata
Mas com a cabeça arejada.

Não sei se a vida normal é inadequada,
Ou a louca santa.
Se preciso ser mais loucos nas horas certas,
E mais normal nas insanas.

Se o sono vier ou não,
Amanhã mais questões vem comigo,
Pra saber se é melhor ser certo,
Ou se de uma vez piro.

Léo Brito

Lua sobre o sangue – Aldir Blanc

“Todo mundo é carioca, mas Aldir Blanc é carioca mesmo..” Já dizia Dorival Caymmi sobre o poeta “da vida, do amor, da cidade”. E o “ourives do palavreado” não fez por menos nessa linda homenagem ao salgueiro, em paceria com Cláudio Jorge.

Do clássico e esplendoroso disco Aldir Blac 50 anos.

É o Léo Brito que está falando aqui…rs

Lua Sobre Sangue – Salgueiro
Aldir Blanc e Cláudio Jorge

“Se eu falar no Salgueiro
É porque são muitas palavras que eu quis
Pois não basta um idioma inteiro
Pra dizer o que o Salgueiro diz

Imaginar o Salgueiro
Lua sobre o sangue de linda mulher
É preciso o Universo inteiro
Pra mostrar o que o Salgueiro é

Canto Gargalhada na voz do Anescar
Geraldo Babão e o Bala são de lá
Noel Rosa de Oliveira, Pindonga e Iraci, o samba vem daí

Quando eu deixar o Salgueiro
Sinto que o céu não irá me agradar
Pois não basta o paraíso inteiro
Pra saudade que o Salgueiro dá

Canto Gargalhada na voz do Anescar
Geraldo Babão e o Bala são de lá
Noel Rosa de Oliveira, Pindonga e Iraci, o samba vem daí”

25 anos sem Nelson Cavaquinho

Hoje completamos 25 anos sem Nelson Antonio da Silva, o Nelson Cavaquinho.

Nelson Cavaquinho ganhou este apelido quando na adolescência começou a aprender a tocar cavaquinho. Mais tarde ele ficou famoso por tocar violão. A marca registrada deste na música era tocar tanto violão quanto cavaquinho com apenas dois dedos.

A musica abaixo é uma composição sua com Oswaldo Martins e Washington Fernandes.

Palhaço

Sei que é doloroso um palhaço
Se afastar do palco por alguém
Volta, que a platéia te reclama
Sei que choras palhaço por alguém que não te ama

Enxuga os olhos e me dá um abraço
Não te esqueças que és um palhaço
Faça a platéia gargalhar
Um palhaço não deve chorar

Nelson cavaquinho – 02 palhaço by cardozodm

Abraços,
Victor Cardozo

E novamente o Paulo Cesar …

Como de praste, mais uma do PCP, grande compositor o qual já foram lembradas “N” canções nesse blog. Dessa vez a parceria é um pouco diferente, não é o João Nogueira, não é o Baden, não é o Mauro Duarte, o parceiro do PCP nessa música é o Raphael Rabello. Esta faixa encontra-se em um disco muito bom, “Todas as Canções”, que o Raphael gravou com a Amélia Rabello, onde encontram-se também três parcerias do Raphael com o Aldir Blanc, vale a pena conferir o disco inteiro. O nome da música é “Ponto de Vista”, espero que gostem..
Abraços Arouca!

Quando você disse um dia
Que o amor não valia
Sem leis a cumprir
Bem que eu tentei interferir
Argumentei, quis prevenir
Recomendei, você não quis me ouvir

O amor jamais cobra nada,
Não pede nem quer,
É a liberdade
Entre um homem e uma mulher

Mas todo mundo no amor
Se acha um possuidor
De seu par
E assim coma junta, o amor
Tende a separar

Foi isso o que
aconteceu entre nós dois
Parti daquilo que
você me impôs

Sei que não deixei de lhe dar
O que é necessário dar
Pra ser feliz
Eu fui feliz
Lhe fiz feliz
Eu sei que fiz

Mas isso não bastou
Isso não valeu
Isso não contou
Mas isso não morreu
Você inda vai me dar valor
Assim como eu
Não lhe esquecerei, amor.

Mais uma música do Almir Guineto, mas não apenas mais uma, pois mais uma vez, em parceria com Adalto Magalha, Almir acertou a mão.
Cantarolei essa música praticamento todo último final de semana depois de ter conversado com o amigo Renan sobre Almir Guineto. Ele me falou que a música também não parou de tocar no rádio do carro dele. E pra fazer justiça, quem chamou minha atenção pra essa música foi o companheiro Rafinha, que como eu é um grande apreciador da obra do Almir.
Enfim, Almir e Adalto Magalha, faixa 04 do Cd “Olhos da Vida” de 1988.
Azul do meu céu. Apreciem:

Que vou fazer, que vou falar
Se meu céu escurecer o pranto vai rolar
Se és meu caminho, vale a pena a viagem
Quando é forte o amor, o desejo é selvagem
Pra não morrer vou me entregar
Toda história tem que ter um herói para prosar
Me render aos teus braços, não vejo covardia
Desta guerra eu confesso me faltou valentia
E assim estoume devolvendo
Ai, meu amor!
Pouco a pouco morrendo
Recomeçar é a palavra mais certa
Tentar de novo e cumprir as promessas
Você pra mim, é o azul que consigo
Minha paz, minha paz, minha paz.

Aproveitando a folga pra postar mais uma bela canção. Parafraseando o amigo Fernandinho, quando escutávamos essa música: “Quando é Aldir Blanc, é tudo mais vagabundo, né companheiro?”. É a faixa seis do álbum Samba na Cidade. Sem mais!

Todo dia você me avalia e diz que eu mudei
Onde foi que eu errei?
Tento fugir do meu samba você me esculhamba
Diz que eu tentei ser bamba, mas falhei
No vento que venta lá, preciso te dizer
Que também não sei quem é você

Faz tanto tempo, que tento entender você
Você me olha, e nada de ver você
A luz da minha saudade queima sem saber
Te abraço sem achar você
Olha no meu coração que insiste em renascer
Faço tudo pra encontrar você.

abs,
Brito

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