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Posts Tagged ‘Noel Rosa’

Noel Rosa – 100 anos

Em 11 de dezembro de 1910 estreou no mundo Noel de Medeiros Rosa. Esse ano, de 2010, comemoraríamos seus 100 anos, no entanto o poeta da vila escreveu sua vida intensamente em apenas 26 primaveras. Morreu no dia 04 de maio de 1937, antes mesmo de completar seu último ano de vida.

Noel Rosa se tornou sinônimo de boemia, de poesia, de samba e de genialidade. Sou fã passional sem vergonha, assumido.

Noel Rosa transformou o samba de morro em samba de asfalto e samba de asfalto em samba de morro. Minimizou os pré-conceitos da época com suas músicas e suas atitudes. Foi intenso em tudo que viveu e por isso o perdemos cedo demais. Mas essa intensidade também deixou um legado, uma herança gigante pra cada apreciador da boa música brasileira e principalmente muita saudade. Pra mim, saudade de um tempo não vivido, mas que me transporto a cada canção que ouço.

Sendo assim, pela saudade e sentimento de luto vou postar a música “Silêncio de um minuto” de Noel Rosa, interpretada pela Roberta Sá no disco “Uma noite com Noel Rosa” gravado em 2007, ano que fazia 70 anos desde a sua morte.

Silêncio de um minuto – Noel Rosa

Não te vejo e não te escuto
O meu samba está de luto
Eu peço o silêncio de um minuto
Homenagem a história
De um amor cheio de glória
Que me pesa na memória
Nosso amor cheio de glória
De prazer e de ilusão
Foi vencido e a vitória
Cabe à tua ingratidão
Tu cavaste a minha dor
Com a pá do fingimento
E cobriste o nosso amor
Com a cal do esquecimento
Teu silêncio absoluto
Obrigou-me a confessar
Que o meu samba está de luto
Meu violão vai soluçar
Luto preto é vaidade
Neste funeral de amor
O meu luto é saudade
E saudade não tem cor

Abraços, Leandro Mattos.

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Sem tostão – A crise não é boato.

Noel Rosa. Gênio.

“Sem tostão…
a crise não é boato

Desde o lançamento do livro “Noel Rosa, uma biografia” de João Máximo e Carlos Didier, Cristina Buarque & Henrique Cazes planejavam montar um espetáculo sobre Noel, que fugisse do repertório óbvio e não caisse no vazio das releituras ecléticas.
Partindo da grande familiaridade de Cristina com o universo do samba e da experiência de Henrique em mais de 15 anos com o Conjunto Coisas Nossas, especialista na obra de Noel, montaram um roteiro que desse uma idéia das muitas facetas do Poeta da Vila. O cronista que não perdeu a atualidade, o humorista, o fazedor de paródias, o anti-romântico, o inovador de formas, enfim um gênio que em apenas 26 anos de vida e pouco mais de 8 de trabalho musical, marcou fortemente a Música Brasileira.
Uma sucessão de blocos temáticos, intercalados por estórias engraçadas e reveladoras do espírito “noelino” se desenrolam ao longo de pouco mais de 1 hora de espetáculo. Os tipos cariocas, o nascimento do samba batucado, a violência urbana (já em pauta nos anos 30), as relações entre a mulher e a mentira, o final amargo e um grande bloco falando da crise que ainda é a mesma, mostram um Noel de corpo inteiro, mais de 60 anos após sua morte.
O título “Sem tostão…a crise não é boato” junta o nome de um samba à uma afirmacão de Noel durante uma entrevista: “A crise é a única coisa no Brasil sobre a qual podemos afirmar… não é boato”. Como os anos passam e a situacão não muda, Cristina & Henrique preparam para breve um novo show e novo CD: “Sem tostão 2 …, a crise continua”

***Informações retiradas do disco.

Sem tostão – A crise não é boato.

Galera, vou chamar a atenção para as histórias contadas no disco. Sensacionais.

E outra coisa, como esse disco foi gravado em 92, o novo show e o novo disco ” Sem tostão 2 – A crise continua” já aconteceram em 1999. Em breve disponibilizo pra vocês.

Abraços.
Leandro Mattos.

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Último Desejo – Noel Rosa

Bela interpretação do Marcos Sacramento, no CD Na Cabeça, lançado ano passado.

Informações sobre os músicos:

Músicos em todas as faixas

Voz: Marcos Sacramento

Violão 6 cordas: Luiz Flávio Alcofra lado esquerdo
Violão 7 cordas: Rogério Caetano* centro
Violão 6 cordas: Zé Paulo Becker lado direito

Viva Noel!

Último Desejo – Noel Rosa  by  ratocinza

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Polêmica.

O famoso duelo entre Noel Rosa e Wilsom Batista começou em 1933 quando Wilsom Batista compôs “Lenço no pescoço” uma exaltação, uma ode a malandragem. No entanto na época em questão, malandro não era sinônimo de safo, de esperto e sim de patife, tratante, o que despertou em Noel, que se sentiu ofendido, a vontade de responder com um novo samba. Samba este chamado “Rapaz Folgado”. Daí em diante os sambas além de resposta foram também inspiração para uma nova provocação. Wilsom Batista logo em seguida fez “Mocinho da vila”. Noel genialmente respondeu com “Feitiço da Vila” (Um samba que exalta a Vila Isabel e o samba, só isso. Cuidado com interpretações erradas.). Estimulado pela discussão e pela repercussão das composições Wilsom fez “Conversa fiada” pra colocar lenha na fogueira. Depois vieram “Palpite infeliz (Noel Rosa), Frankstein da Vila (Wilsom Batista) – música que colocava em pauta a deformidade do rosto de Noel causado pelo uso do fórceps no momento de seu nascimento. A disputa ainda rendeu algumas réplicas como “João Niguém (Noel Rosa) e Terra de Cego (Wilsom Batista). A música que finalizou de vez a discussão foi “Deixa de ser convencida”, música essa que Noel fez usando a mesma melodia de Wilsom Batista em “Terra de Cego”. Há quem diga que a música “João ninguém” não tenha sido feita para Wilsom Batista, e aqui fica a brecha para pesquisa.

Noel morreu em 1937 e alguns anos depois, pra ser mais exato em 1956 a gravadora Odeon fez uma homenagem aos dois grandes compositores responsáveis pelo duelo e responsáveis também por deixar um legado para ser apreciado. Como homenagem lançou um disco chamado “Polêmica” convidando Francisco Egydio e Roberto Paiva, interpretes de sucesso da época, para gravarem o disco.

Trata-se com certeza de um disco histórico, que relembra uma das grandes fases da canção popular.

Leandro Mattos.

Músicas:
01 – Lenço no pescoço (Wilson Batista)
Roberto Paiva
02 – Rapaz folgado (Noel Rosa)
Francisco Egydio
03 – Mocinho da Vila (Wilson Batista)
Roberto Paiva
04 – Palpite infeliz (Noel Rosa)
Francisco Egydio
05 – Frankstein da Vila (Wilson Batista)
Roberto Paiva
06 – Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico)
Francisco Egydio
07 – Conversa fiada (Wilson Batista)
Roberto Paiva
08 – João ninguém (Noel Rosa)
Francisco Egydio
09 – Terra de cego(Wilson Batista)
Roberto Paiva

Polêmica Noel Rosa x Wilsom Batista (1956)
Baixe Aqui

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