Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Textos’

Um brinde aos amigos.

Aproveitando os aniversário recentes dos grandes amigos, Léo Brito, Felipe Piko e do companheiro Fernandin, vou deixar uma homenagem a estes citados acima e também a galera que faz parte do grupo rato cinza.

UM BRINDE AOS AMIGOS

Acho que nunca havia feito um texto sobre a amizade por saber que por mais belo que este fosse nunca alcançaria de fato a real magnitude e a beleza das amizades que tenho. Então já me desculpo, por insistir nessa missão improvável, no entanto a cada dia, novas histórias surgem e proporcionalmente aumenta minha vontade de agradecer a cada um de vocês por isso.

“Amigos se reconhecem.” Reconhecer e cativar um amigo são idéias importantes, mas creio que a grande questão, ou melhor, o grande desafio seja a manutenção dessa amizade ao longo do tempo.

Brindei por sorte e recebi presentes. Presentes que tento cuidar com muito carinho. Amigo não é sinônimo do sim, não é sinônimo de completa convergência. E por isso nem sempre posso dizer que está certo, que vai ser do seu jeito, e nem espero que me digam, pois apesar de ser inimigo do “não” como um pai cuidadoso com os olhos nos filhos, zelo por meus presentes e espero que zelem por mim.

As histórias formariam vários e vários livros, mas ainda são poucas para um coração apaixonado. Apaixonado sim, pois só esse sentimento explicaria o poder de influência em inúmeras decisões, que cedo aos companheiros “de copo e de cruz” como disse um rato. Sigo coerente até o chamado de um amigo e a partir daí a emoção aflora e razão brinca de se esconder.

Penso que ao conviver muito com outras pessoas deixamos que elas se aproximem e por conseqüência começam a fazer parte de nossas vidas, e daí então adquirem o poder de modificá-la. Muitas coisas vivemos e em muitas coisas mudamos. Aprendemos a lidar com muitas situações e com outras precisamos de mais tempo. Somos jovens, temos tempo de errar e de pedir perdão, mas o fundamental é que sabemos perdoar. Sabemos que cada um tem um jeito de lidar com diferentes situações e queremos ajudar.

Quero agradecer a cada um de vocês por todas as histórias, todos os “não” ditos, todos os “esporros” e claro por toda alegria que compartilharam comigo. Como um filme, ao escrever esse texto, várias foram as histórias que passaram em minha cabeça. Pensei nos que estavam longe nos que estavam perto e cheguei a conclusão de que todos temos muitas coisas em comum e uma delas é que sabemos ser amigos em todas as horas. Que a nossa emoção sobreviva companheiros.

Leandro Mattos.

Parabéns Léo, Mestre Piko e comp. Fernandinho. Saúde, samba e suce$$o companheiros.

Abraços.

Anúncios

Read Full Post »

É hoje!

É hoje Galera!  Exatamente 1 ano de blog. Como estou sem tempo para fazer um post, vou fazer o registro da forma como como começamos, com Antônio Candeia Filho. Como salve é pra santo(rs), viva o mestre!

Read Full Post »

1 ano

Galera,

Esse mês no dia 26 o blog faz um ano. Queria agradecer aos colaboradores que fizeram essa budega andar pra frente. Valeu Leandrinho, Cramulha, Rafa, Vitão e Carol. Saudar também a presença nos posts e as presenças ocultas que sei que rondam por aí.

Na madrugada meio mal dormida de ontem, pensei que esse ano de vida aconteceria domingo, e então surgiu esta pequena homenagem. Conversando com a Marcella ela meio que fez um definição interessante sobre essa prularidade num só personagem: Rato Cinza.

Enfim, fico feliz, hornado, orgulhoso, de compartilhar e também de tocar pra frente este pequeno, porém sincero trabalho de valorização da nossa cultura.

Vou postar hoje para mexer com isso aqui que tava meio parado, e também deixar espaço para as palavras amigas que tenho certeza que tem tanto carinho por este blog quanto eu. Rumo ao Joelho, amigos!


Uns Seres

Peço licença aos cumpadres
Pra saldar todos os ratos
Mas só aqueles que são cinzas
De mesma alma e mesmo faro

Na ode o poeta disse
Que esses andam aos magotes
Faço deles as palavras minhas
Pois com esse ninguém pode

Voltando aos meus pensamentos
Ser rato é mesmo isso aí
Farejar sempre sedento
O que o mundo tem pra servir

As pedras que as vezes surgem
Nos sapatos, caminhos, são grandes
Mas pra quem percorre bueiros
Lapida até achar diamante

Cada um vê no outro espelho
As vezes parece mesmo tudo igual
Isso é fruto de muitos conselhos
Papos, brigas, quase um ritual

Que tem samba e muita cerveja
Petiscos no botequim
Tradições iguais as de igreja
Isso é ser rato cinza pra mim.

Abraços

Read Full Post »

Elton Medeiros – Bem que mereci


Galera,

Estava tentado aproveitar a onda para postar um CD do Jacob aqui ( Ao Jacob, seus bandolins), mas não consegui baixar a parte que não tenho, pois o link também veio quebrado. Fica a dívida!
Fiz o twitter do blog, http://www.twitter.com/rato_cinza . Vou postar links que cabem melhor lá do que aqui. Vídeos, matérias etc e tal.

Estou partindo pra Silva Jardim pra apreciar aqueles vinis com o parceiro Leandrinho, espero voltar com novidades pra nós. Se ficamos malucos naquela época, imagina hoje.

Esse é o último CD do Elton com música inéditas dele e de outros compositores , Bem que mereci, nome escolhido por ele por seu maior parceiro Paulinho, que também o tem como maior parceiro.

Aqui no site da Biscoito Fino tem boas infomações sobre quem tem a mão aí!

Ele merece, nós também.

Baixe Aqui

Read Full Post »

AO LIMITE POR MERECIMENTO.

Amigos, um texto pra reflexão das últimas idéias.

AO LIMITE POR MERECIMENTO.

O tempo passa e gosta de ensinar lições. Gosta de fazer pensar. Empurra-nos na direção da razão, tentando mostrar que não passa tão depressa quanto pensamos, tenta ensinar que dará tempo se o caminho que traçamos for seguido com sabedoria, mas as primaveras passadas às vezes não são suficientes para tal entendimento.

As possibilidades parecem ser ilimitadas, as oportunidades gritam não estar em extinção e ainda assim mergulhamos de cabeça em cada uma delas, com medo de ser uma oportunidade única, por pensar ser a última ou a melhor entre todas. A sabedoria racional nos abandona e impulsionados pela simples emoção perdemos a noção de certo e errado. O necessário já não é o suficiente, na verdade o “tudo” passa a ser muito pouco, até que a razão volta a ser estabelecida.

Excesso, overdose, embate contra o próprio limite na busca de uma superação agressiva, mal recebida, mal administrada. Ignorância ou triunfo? Pouco acredito na falta de informação e menos ainda em algum tipo de medalha no final da noite. Acredito no prazer amargo, no poder da noite e na enganosa fuga oferecida. No entanto existem limites. Queremos imaginar que ganharemos as batalhas apesar de tudo, quando na verdade travamos as batalhas erradas.

Paradigmas ou máximas como “o limite é o infinito” ou “o importante é que a nossa emoção sobreviva” devem ser interpretados com suas respectivas e reais belezas e não com comodidade em situações favoráveis Quando o limite é o infinito podemos nos perder pelo caminho, sendo assim temos que ter a certeza que o almejado vale a pena. Temos que ter a certeza que o sacrifício tem seu merecimento.

A emoção deve estar presente, mas não anula a razão. Balança. Não só um símbolo, um segredo pouco descoberto, mal compreendido apesar da ótima conotação atribuída. A este símbolo devia ser dada também a idéia de vitória. Vitória não por uma razão extremista, mas pelo equilíbrio dos opostos, do bom e do ruim, pela visão de ambos os lados. Sim, “O importante é que a nossa emoção sobreviva.”, mas devemos entender que sobrevivência não é apenas vida, mas também quase morte.

Leandro de Araújo Mattos.

Read Full Post »

Realmente não resisto

Ontem, indo pra casa, soltei no centro pra pegar uma grana e ver o jogo do mengão. Com a distância dos amigos e o descanso de outros, veria o só. Verdinho ou Bill, pairava a dúvida, parei no Goes, com a esperança de encontrar um companheiro complicado de acompanhar. Com o bar vazio, falei que partiria, e foi a primeira vez que o dono do bar ao invés de expulsar me prendeu. Por favor, Léo, toma umazinha, faço questão, é por conta da casa. Daí o jogo se inverteu novamente, quem chorava as mazelas no balcão não era mais o bêbado. Em tão pouco tempo, formou-se uma amizade máxima. Tanto que, excluindo a embriaguês, só com muitos anos de balcão aconteceria tal papo. O sofrimento desses caras é bem triste. Bom que a nossa companhia gera troca de felicidade. Mesmo sem entender, como é importante escutar os mais e os menos eloquentes. É tudo igual!

“ Pra mim o papo de um amigo, o copo de uma cerveja ou de um licor, é tudo que eu preciso ter comigo, pra enfrentar qualquer perigo… foi isso que aprendi no chão da rua, foi isso que aprendi no butiquim, por isso é que eu saio buscando nas noites de lua, alguém que na mesa de um bar cante um samba, um papo, pra mim”. Afinal, “ ..a tarde começa a cair e eu perco o sossego, sentido correr no meu sangue de negro o chamado do samba e do butiquim…”

Salve os bill’s e Goe`s por aí…

Read Full Post »

EU TIVE UM SONHO.

Amigos eu tive um sonho. Sonhei que não era julgado pela musica que fazia e sim pela qualidade musical que oferecia. Pois música não pode ter preconceitos, não pode ter rótulos tem que ser simplesmente boa. Os preconceitos tentam ser quebrados a muito tempo e não podemos insistir na burrice de levantar essa bandeira.

Amigos eu tive alguns sonhos. Sonhei com o Rio de Janeiro, com personalidades que levantavam a bandeira do samba de forma magistral. Sonhei com um rapaz branco chamado Noel Rosa. Um poeta que carregava um violão nos braços. Tinha realmente um dom , foi abençoado, mas com a condição de viver apenas 26 anos. Aproveitou cada minuto e deixou uma epopéia para saldar-mos. Sonho incrível.

Amigos eu tive um sonho. Sonhei com figuras sem igual. Alguns poetas, tinha um piano, violão, tambores, flautas, em ambientes diversos e ao mesmo tempo muito parecidos. Do mais humilde ao mais sofisticado. Todos regados ao que parecia a bebida dos Deuses pelo prazer que gerava e sede que despertava nos bebedores. Muitas histórias contadas e muitas pra contar geradas naquele momento.

Sonhei também com um homem muito simples. Negro com os olhos escondidos, mas não pela vergonha e sim pelas marcas trazidas de sua luta. Tinha uma sabedoria contrastante ao seu estereótipo e sua realidade. Este chamavam de Cartola. Trovador, músico, influenciador, um artista que retratou com amor, e não posso usar nenhuma outra palavra, sua vida, suas amantes, sua escola. Desenhou um morro pra morar e ali narrou cantando sua vida até morrer.

Amigos eu tive alguns sonhos. Era tão real, parecia que tinha vivido cada momento, com cada personagem. Eram lindos, mas por fim acordei. Acordei e percebi que muita coisa mudou e que é difícil entender o novo quando o velho é simplesmente perfeito. Acabei me acostumando mal. Serenatas, poesias, tambores, cordas. Sobraram lembranças e saudades de um tempo que existiu somente na minha memória.

Leandro de Araújo Mattos.

Read Full Post »

Older Posts »

%d blogueiros gostam disto: