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Archive for dezembro \17\UTC 2008

Mauro Duarte

Já que houve um ” zum, zum, zum “, vai o CD.

1 – Sorri de mim (Walter Nunes – Mauro Duarte)
2 – Vazio (Élton Medeiros – Mauro Duarte)- Timidez (Noca da Portela – Mauro Duarte)
3 – Monograma (Cristóvão Bastos – Paulo César Pinheiro)
4 – Pra que, afinal? (Adélcio de Carvalho – Mauro Duarte)- Lá se foi (Carlinhos Vergueiro – Mauro Duarte)- Lama (Mauro Duarte)- Quantas lágrimas (Manacéa)- Nunca mais (Paulo César Pinheiro – Mauro Duarte)
5 – Reserva de domínio (Paulo César Pinheiro – Mauro Duarte)- Papagaio falador (Buci Moreira – Geraldo Gomes)- Aventura (Paulo César Pinheiro – Mauro Duarte)
6 – Uma canção desnaturada (Chico Buarque)- Sacrifício (Maurício Tapajós – Mauro Duarte)
7 – A alegria continua (Noca da Portela – Mauro Duarte)
8 – Portela na avenida (Paulo César Pinheiro – Mauro Duarte

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BOEMIA

Exaltada e querida por muitos, a boemia tem como companheira a escuridão da noite e o brilho do luar. Parceira de fé dos poetas boêmios traz consigo um alvoroço de festa que não acaba, continua num próximo episódio por motivos de força maior. Começa quando a noite termina e acaba com o raiar do sol que por isso é proibido de participar e chegar antes da hora, porém com inveja, algumas vezes no ano, se põe mais tarde querendo conhecer a boemia.

Momento de reflexão, de correr mão no papel, momento do papo de botequim, é a hora onde as fantasias viram realidade e a democracia reina. O lugar não importa tanto, mas o ambiente influencia. De acordo com um desses mandamentos elaborados é importante ter uma birita para levantar a moral, fazer as idéias fluírem, desinibir o artista. A grande maioria, quer dizer, na verdade todos concordam.

O samba também faz parte do contrato, sem ele nada existe. Flauta, tamborim, pandeiro, violão, cavaco, todos preenchendo a sinfonia da madrugada. Sinfonia desfrutada por poucos nesse mundo onde os morcegos não são exaltados. É preciso gostar muito de ser pra ser boêmio. Tem que ser malandro duas vezes, um otário com sorte, pra levar do jeito que a vida quer e seguir em frente.

Botequim, gafieira, Lapa, praça, sedes e redutos onde os seres da noite, boêmios de carteirinha se encontram. Associação já formada e respeitada. Vampiros “sambívoros” em busca de inspiração, em busca do sorriso, do choro, do chorinho, da melhor nota, da melhor letra, do encaixe perfeito, da parceria perfeita.

Homens e mulheres desfrutando de um dia que pra maioria ainda há de chegar. E para estes, seres diurnos, sobram pontos de vista e paradigmas em combate direto sobre o que é certo e errado nesta associação a qual não conhecem e não são membros.

Direita e esquerda em pleno exercício de democracia.

Leandro de Araújo Mattos.

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Bide e Marçal

Aí,

Já que começamos a falar de Bide e Marçal, vai um
CD bom pra caralho com as composições deles.

Com toda malandragem, cantando o mestre marçal!

1 – Agora é Cinzas (Bide – Marçal)
2 – Meu primeiro amor (Bide – Marçal)
3 – A primeira vez (Bide – Marçal)
4 – A carta (Bide – Marçal)
5 – Madalena (Bide – Marçal)
6 – Louca pela boemia (Bide – Marçal)
7 – Meu sofrer (Bide – Marçal)
8 – Barão das Cabrochas (Bide – Marçal)
9 – Que bate-fundo é esse? (Bide – Marçal)
10 – Fui louco (Bide -Noel Rosa)
11 – Quem vem lá? (Bide – Marçal)
12 – Peço a Deus (Dedé da Portela – Dida)
13 – Ouço uma voz (Candeia – Nelson Amorim)
14 – Facho de esperança (Julinho – Moysés Santana – Sereno)
15 – Sem meu tamborim não vou (J. Portella – Marçal (Armando Vieira Marçal)
16 – Só você (Arnô Canegal – Ary Monteiro)
17 – Que caia sobre mim (Juro) (Amado Régis – Nelson Cavaquinho)
18 – Agora é Cinzas ((Bide – Marçal)
Programa ENSAIO (TV Cultura) – gravado em 09/03/1991

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abrs

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Levas

Mais uma leva pelo Rafa, galera.

Grupo tarsis – bolinha de papel (Geraldo Pereira )
Carro de Boi (Mancéa)
Silêncio de um bamba ( Nei Lopes – Wilson Moreira )

Gotas de veneno / Senhora Liberdade (Nei Lopes – Wilson Moreira )
Candongueiro ( Nei Lopes – Wilson Moreira )
Sorri / Louca pela boemia / Meu Sofrer / Nunca mais ( Bide e Marçal )
Confirma as composições, Rafa ?


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Levas

Galera,

Mais uma leva. Essa, selecionada pelo maior percursionista que eu já vi tocar:
Rafael Gonçalves. Vulgo Rafinha. Ou Gonçalves ?

Silêncio tamborim. (Anézio – Wilson bombeiro)
Camarim (Cartola) Refém da Solidão (Baden Powell / Paulo Cezar Pinheiro)
Doce de Coco (Jacob Bittencourt e Hermínio Bello de Carvalho)

A última do Moacyr, não achei o nome nem a parceria. Alguém destinge isso, por favor.

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Olhem esse Blog galera:
capsuladacultura

Amanhão Ouvidor, 13h.

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Levas

Galera,

Finalmente consegui um servidor pra postar as músicas do jeito que eu queria.
E a primeira vem de primeira. Duas do Moacyr que eu não sei o nome nem a parceria, mas, pela beleza, deve ser com o Aldir Blanc. Carioca da Gema cantada por Paulo Cezar Pinheiro e Cristina Buarque, provavelmente composição da fera. E, Raio de luar, que creio ser parceria do Nei Lopes com Wilson Moreira. Confirmem isso!

Músicas pra cantar de olhos fechados na roda.

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DIA DO SAMBA

SAMBA DO TREM

Dia 2 de Dezembro – 4H DA TARDE – Trabalho. Cabeça e Fernandinho na pedra do sal curtindo o dia do samba com feijoada. Carol e Vitor no caminho da Central. Todos no meu celular. Ir, não ir? Pouco tempo pra decidir, pois o trem saía às 19h. O quê falar pro chefe? Quantas desculpas no trabalho foram inventadas hoje? Intuitivamente, imaginei que não fosse encontrar o melhor show da terra. Fui. Correria pra pegar o 100. 20 minutos parado no caótico trânsito da saída do terminal. No Ipod, o repertório que estávamos reverenciando, que provavelmente não seria escutado lá. Pronto, cheguei. Um clima de carnaval na central. No palco, cantavam que o cenário da mangueira é uma beleza, os amigos ansiosos pra pegar o trem não deixaram-me beber meia cerveja. Partimos no 1°, no primeiro trem, mas não no primeiro vagão que estava impossível de entrar. Todos os outros também lotados, mas com a possibilidade de ficar e se mexer. No vagão, metade cantava com o grupo, a outra metade cantava com o povo. Músicas de multidão para festa de multidão. 40 minutos do centro pro subúrbio, perguntávamos em toda parada para moradora do bairro se estávamos chegando. Faltam 8, faltam 5, faltam 3, Madureira. O quê fica depois de Madureira, perto de Bento Ribeiro onde se canta samba o ano inteiro? Chegamos. A primeira impressão não foi a que ficou, mas, comentamos que parecia a festa da ATN. Começou a esboçar uma chuva, demoramos uns 20 minutos pra sair da multidão e tomar a primeira cerveja. Começou a bater o arrependimento e os comentários inevitáveis: “Que furada”. Mas rato que anda em bueiro se depara com becos, alguns deles sem saída. Paramos, e depois de tomar à primeira, pegamos a programação. Achada a saída do beco, Rua Átila de Oliveira, do outro lado da estação. Confusão na passarela, nossa vontade de ir e a vontade de outros de vir. Polícia, empurra-empurra e ladrão. Que apanhou porque ali não era lugar daquilo. Do outro lado, todos desanimados. Pegamos a segunda leva e tentamos entender porque estávamos ali. Descobrimos na hora que pelo significado. Mais tranqüilos, fomos, mas com aquela vontade de pegar o trem de volta. A rua vazia em relação ao tumulto do outro lado e em cada esquina um pagode no bar. Passos observadores até o palco onde paramos em frente. No começo da terceira leva, começa o show. Parecia que pelo nosso esforço esperava por nós. E quem começa a cantar desprogramando o roteiro? Moacyr Luz. O cara que sempre escutamos primeiro em qualquer reunião. De tanto abrir nossos churrascos com ele, ele recompensou. As coisas começaram a mudar. Já não se estava ali mais só por significado porque se tornou significante. Cada um pega uma rodada, cada compositor canta três músicas, sem olhar a hora passa. 23:30h. Tínhamos que pegar o trem de volta. Dona Ivone com maestria não deixava a gente ir. Fomos. Mas com aquela vontade de ficar. Eu e Vitor nos despedimos de Cabeça, Fernandinho e Jorginho que resolveram ficar. Só vão ficar na memória os contrastes dos rostos de agora e os de 3horas atrás. Encontramos Carol que não conseguiu atravessar a passarela, pegamos o trem de volta. 24h. Acabou? Não. Os que resolveram ir embora com a gente resolveram fazer samba no trem. E fizeram. Por mais que fosse música de multidão estava contagiante. Não sei em quanto tempo levamos, mas a viagem pareceu durar 5 minutos. Central. Destacamos-nos do bando, mas continuamos na palma da mão e no verso. Pois esse samba que acabou de chegar é partido alto e pra quem sabe improvisar. Ônibus pra praça XV. Saidera pra esperar o 100. Fomos. Escutando no Ipod o repertório que reverenciamos. Chegamos. Mais uma saidera e o podrão da esquina. Casa. Oswaldo Cruz: aonde a música seduz. Dia 3 de Dezembro – 13h – Trabalho.

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